eu precisei mudar, precisei abrir mão da ilusão de controle sobre várias situações e a maneira como elas me afetam.
compreendi que muitas vezes a vida é um fato consumado, e quando meus recursos para mudar a realidade imediata são limitados ou inúteis, tentar viver num tempo que foge da dimensão presente só vai me tornar ansiosa, tensa.
é difícil explicar, mas passei a me sentir estranhamente bem e serena, no momento em que voltei minha atenção para o momento presente, e deixei de desejar tudo o que não cabia nele, que naquele instante se resumia basicamente a mim deitada na minha cama com um livro.
e partindo de uma postura bastante simples, minha perspectiva à respeito de uma porção de coisas foram profundamente transformadas, principalmente naquilo que diz respeito à forma como me relaciono comigo, com as outras pessoas, e de maneira mais abrangente, com a vida.
ficou absurdamente claro pra mim, a importância da gente se conhecer, de rasgar várias listas de “como me fizeram acreditar que devo ser um dia”, de ter coragem ao olhar pra gente de forma sensata, com o mínimo de afetação, procurando reconhecer nossos potenciais e limitações, equilibrando nossas dualidades.
se todas as pessoas tivessem domínio sobre si mesmas, domínio no sentido de conhecimento, todas formas de relacionamento seriam muito mais saudáveis.
Grazieli Marinho
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